Conhecendo a parte histórica de Salvador em um só dia

Primeira capital do Brasil Colônia, Salvador carrega um dos patrimônios culturais mais ricos do país. Visitamos a cidade baiana durante uma viagem de cruzeiro e, com apenas poucas horas de parada, deixamos de lado as belas praias para conhecer sua famosa parte histórica. E descobrimos que, sim, é possível conhecer praticamente todas as principais atrações em um só dia e fazendo quase tudo a pé. Começamos nosso passeio pelo Mercado Modelo, no bairro do Comércio. O prédio é de 1861 e inicialmente abrigava a Casa da Alfândega. O mercado só foi para lá a partir de 1971, após a sede anterior ser totalmente destruída em um incêndio. Fomos a pé a partir do porto de Salvador, que fica a poucos quarteirões dali. Chamado de ‘o maior shopping de artesanato do Brasil’, o Mercado Modelo conta com mais de 200 lojas que vendem os mais diversos artigos da cultura baiana. É o local certo para comprar suas lembrancinhas de Salvador, pois lá vende de tudo. Ainda conta com restaurantes típicos no segundo andar.

Vale também visitar os túneis descobertos na última reforma. Dizem que o local abrigava escravos recém-chegados ao Brasil e os vigias contam que, à noite, é possível ouvir o som de correntes sendo arrastadas. Saindo do mercado, partimos para o famoso Elevador Lacerda, que fica logo em frente. Primeiro elevador urbano do mundo, foi construído em 1873 e tem 72 metros de altura. Sua função é interligar “Cidade Baixa” e “Cidade Alta”.

O preço da passagem é R$ 0,15 e o local oferece uma vista incrível da Baía de Todos os Santos, do Mercado Modelo e do Forte de São Marcelo. Ainda é a melhor forma de se chegar ao Centro Histórico.

Desembarcamos na Praça Tomé de Sousa, a primeira praça criada no Brasil, em 1594, pelo então governador-geral da colônia Tomé de Sousa. Atualmente abriga a prefeitura e a Câmara de Vereadores de Salvador, além do Palácio Rio Branco, antiga sede do governo da Bahia.

A partir daí, durante toda a caminhada, passamos a ser abordados pelos mais diversos tipos de ambulantes. Eles tentam vender artesanatos, prender em seu braço fitinhas do Nosso Senhor do Bonfim, se oferecem para tirar fotos... enfim, tentam tirar seu dinheiro a todo custo. Mesmo com você recusando de forma educada, eles ficam insistindo sem parar. E muitos deles não reagiram bem às recusas. Há ainda pessoas, principalmente crianças, pedindo dinheiro. Apesar da presença de alguns policiais, a sensação em boa parte do passeio é de insegurança. Não tivemos nenhum tipo de problema, mas amigos nossos tiveram sua máquina fotográfica furtada ao fazerem o mesmo passeio. Também já ouvi relatos de pessoas que foram assaltadas por criminosos armados, misturados entre os ambulantes.

Uma alternativa para um passeio mais seguro é ser acompanhado por monitores de turismo credenciados. Eles estão identificados com crachás e camisetas, ficam oferecendo seus serviços por todo o Centro Histórico e acompanham os turistas explicando cada um dos locais. Como fizemos tudo por conta, abrimos mão do guia. Então não dá para avaliar se o serviço vale ou não a pena. Poucos minutos de caminhada nos levaram ao largo Terreiro de Jesus, após passarmos pela praça da Sé, pelo Monumento da Cruz Caída e pelo Museu da Misericórdia. Lá encontramos três igrejas: a Catedral Basílica São Salvador, a igreja São Pedro dos Clérigos e a Igreja e Convento de São Francisco, consideradas expoentes da arte colonial brasileira. Também há por lá um centro de informação para turistas, que foi onde pegamos um mapa do Centro Histórico e do Pelourinho.

Inaugurada em 1672, a Catedral mistura os estilos barroco e rococó e chama a atenção por sua rica ornamentação com ouro, principalmente o altar, e o teto todo trabalhado. Das três, a igreja São Pedro dos Clérigos, é a mais simples, apesar de também contar com ornamentos em ouro.

Mas a mais impressionante é a Igreja e Convento de São Francisco, erguida no início do século XVIII. Todo o interior é revestido de ouro, com esculturas e entalhes por toda parte. Por causa da conservação, não é permitido tirar fotos com flash. Os corredores do convento ainda contam com belíssimos azulejos pintados.

Após visitarmos as igrejas, partimos rumo ao Pelourinho, passando pelas famosas ruas estreitas e de casinhas coloridas. Antigo local onde os escravos eram castigados, hoje em dia recebe turistas do mundo inteiro e conta com diversas igrejas, restaurantes, hotéis e muitas, muitas lojas. Também é um bom local para comprar lembrancinhas de Salvador. Uma das principais atrações é a Fundação Casa Jorge Amado, uma espécie de museu que preserva a obra do escritor.

Terminado o passeio pelo Pelourinho, retornamos à praça Tomé de Sousa e pegamos um táxi rumo ao Farol da Barra. Após 15 minutos de carro, chegamos a outro dos pontos turísticos mais conhecidos de Salvador. O farol atual foi construído em 1937, mas o local ajuda na orientação dos navegantes que chegam à Baía de Todos os Santos desde 1698, quando foi instalada a primeira sinalização – feita com lampiões com óleo de baleia. Ele está localizado no Forte de Santo Antônio da Barra, construído em 1534 para a defesa do litoral de Salvador. Hoje o local abriga o Museu Náutico da Bahia, que entre as atrações mostra os modelos antigos de faróis e réplicas de barcos antigos. O valor do ingresso é de R$ 10. Encerramos nosso passeio com uma passada pela Praia do Porto da Barra. Com uma estreita faixa de areia, lotada e urbana, fica bem longe de lembrar as mais belas praias do litoral baiano. Porém, ver o belo pôr-do-sol (dica do blog Meus Roteiros de Viagem) é uma atração incrível após um dia exaustivo de caminhada.

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