Chichén Itzá, o principal centro da cultura maia


Viajar a Cancún não é apenas a chance de curtir algumas das mais belas praias do Caribe. É também a oportunidade de entrar em contato com a cultura maia, uma das civilizações mais antigas e fascinantes que já viveram na América. E nada melhor do que beber em uma de suas principais fontes: o sítio arqueológico de Chichén Itzá. Chichén Itzá significa “pessoas que vivem à beira d’água”. Localizada na Península de Yucatán, foi o maior centro político e econômico da civilização maia, fundada entre 435 e 455 a.C. Foi declarada Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco e eleita uma das Sete Novas Maravilhas do Mundo. Boa parte das construções misturam o estilo maia com o dos toltecas, que invadiram a região por volta de 10 d.C. Após a chamada “Era de Ouro”, em que chegou a ter 35 mil habitantes, a cidade entrou em declínio e foi abandonada por volta do século XV.

É possível visitar o sítio arqueológico com um dos muitos tours vendidos em Cancún ou indo por conta própria. O local conta com amplo estacionamento, mas não recomendo ir de carro por se tratar de um passeio cansativo. Afinal, são 3h para ir e outras 3h para voltar. Há, porém, o lado ruim de ir com um tour: o pouco tempo para explorar o sítio. Os passeios ficam aproximadamente por 3h no local. Por US$ 80 por pessoa, fechamos em nosso hotel um tour da BestDay que incluía transporte ao sítio, almoço (sem bebidas), ingressos e ainda a visita ao cenote de Ik Kil. O ônibus nos pegou por volta das 7h. Durante o trajeto de ônibus, uma guia bilíngüe explicou um pouco da cultura maia e o funcionamento de seu calendário. Ainda passou aos turistas uma espécie de papiros utilizados por eles e tentou vender objetos de prata (ou ao menos que ela dizia ser) por preços exorbitantes. A parada no cenote de Ik Kil é bem curta. Você tem pouco mais de 1h para se trocar, curtir a água, se secar e voltar ao ônibus. O local é bem interessante e muito bonito para fotos. Uma pena que a passagem tenha sido tão rápida.

A segunda parada ocorre em um restaurante na cidade de Valladolid. O buffet é à vontade, mas não apresenta opções muito apetitosas. Durante a refeição ocorre uma apresentação musical típica da região e, no fim, todos (músicos e garçons) passam pedindo gorjeta aos turistas. Por volta das 14h finalmente chegamos a Chichén Itzá. A cidade maia é grande e exige bastante disposição para conhece-la por inteiro. Mas vale a pena. As ruínas são impressionantes e o passeio guiado torna tudo ainda mais interessante. A decepção é não poder entrar ou subir em nenhuma das ruínas, para maior preservação.

Os principais atrativos são: Pirâmide de Kukulcán: Também chamada de ‘El Castillo’, é o maior atrativo de Chichén Itza. Foi construída por volta do século XII em culto ao deus Kukulcán, a “Serpente Emplumada”. Além de sua arquitetura, sua construção impressiona pelas suas relações matemáticas e astronômicas. São 365 degraus, cada um representando um dia do ano, e suas quatro faces alinham-se com os pontos cardeais. Ainda traz motivos que simbolizam números utilizados nos calendários agrícola, sagrado e na famosa roda calendárica maia. Em dois momentos do ano Kukulcán “vem à terra” quando a sombra de uma serpente é projetada pela pirâmide. Outro efeito impressionante é que, ao bater palmas de forma frontal à pirâmide, o som provoca um barulho idêntico ao canto de um quetzal, ave típica da região central da América.

Templo dos Guerreiros: Bem em frente à pirâmide de Kukulcán fica essa construção imponente, que teria sido a última construída pelos maias em Chichén Itzá. Também conta com imagens da “serpente emplumada”.

Mil colunas: Anexa ao Templo dos Guerreiros, esta área teria abrigado um mercado maia e uma espécie de casa de banhos.

Jogo de pelota: Os maias também tinham sua versão de futebol, com uma mistura com o basquete. O objetivo do jogo era fazer com que a bola atravessasse aros localizados no alto sem utilizar os pés ou as mãos. Ou seja, apenas quadris e a cabeça eram permitidos! Feito impressionante por se tratar de uma esfera extremamente pesada. Segundo o guia nos explicou, disputar este jogo era considerado uma honra e o capitão do time vencedor tinha sua cabeça decapitada para se juntar aos Deuses.

Observatório: Os maias sempre tiveram uma relação íntima com a astronomia. Tanto que construíram um local para que pudessem observar e estudar as estrelas, o Sol e a Lua, entre outras coisas. Este templo também é conhecido como ‘Caracol’.

Além das ruínas, outra opção em Chichén Itzá é a compra de artesanato. As passagens entre as atrações estão apinhadas de vendedores ambulantes, que praticamente te arrastam até as barracas para tentar vender seus objetos. Em geral os preços são bem baratos e melhoram ainda mais a cada pechincha.

Dicas importantes: - Sol forte e calor: Procure ir com roupas leves, não esqueça o protetor solar e se hidrate bastante. - Comida: As opções dentro do sítio são poucas. Portanto, leve algo para beliscar durante o passeio. - Visita guiada: Para quem não vai com uma excursão, é possível se juntar a um dos guias dentro do próprio parque. Visitar as ruínas com quem conhece a história do lugar enriquece muito o passeio. - Nada de subir nas ruínas: A regra é inflexível. Portanto, respeite!

Conclusão:

Para quem gosta de ruínas e de história, Chichén Itzá encanta. Impressiona ver que os maias realizaram aquelas construções com conhecimentos profundos de matemática, astronomia e geometria séculos e séculos atrás. O ponto negativo é a presença maciça de vendedores ambulantes dentro do sítio arqueológico. Ocupam boa parte da bela paisagem do parque e ainda cansam os turistas com suas tentativas incessantes (e em alguns casos inconvenientes) de vender seu artesanato.

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