Nova York abaixo de zero: como curtir a cidade no frio

O Viajei e Gostei ganha a participação de mais um colaborador. O amigo e jornalista Fábio Balassiano, editor do blog Bala na Cesta, conta como foi sua experiência em Nova York no inverno. Ainda dá dicas sobre como enfrentar as temperaturas negativas na cidade que, mesmo debaixo de um baita frio, mantém suas atividades a todo vapor.

Quando surgiu a oportunidade de passar o Carnaval em Nova York a animação deu lugar a preocupação. “Dá pra aproveitar a Big Apple com temperaturas negativas? “, eu me perguntava. E a resposta é: Sim, dá pra aproveitar bastante.

Para nós, brasileiros que nos agasalhamos absurdamente quando a temperatura fica inferior aos 20 graus, é incrível notar como absolutamente nada na cidade se modifica mesmo com o absurdo frio que há. Da Times Square lotada às 2h da manhã ao passeio de domingo no Central Park, tudo está exatamente igual a junho, julho, quando as temperaturas são altíssimas.

Para quem chega e sente muito frio, uma boa dica é entrar logo de cara na UniQlo. Loja especializada em roupa de frio com tecnologia japonesa, ela oferece todo tipo de peça (calça, blusa, meia, camisa social etc.) para este tipo de época. Difícil é encontrar alguma prateleira cheia de roupa, tamanho o sucesso que a empresa tem feito nos últimos anos. Entrei na loja, comprei boas 10 peças entre meia, blusa e camisa e estava totalmente preparado para aproveitar a cidade.

Aí vive-se na Big Apple como se quer viver (até porque em todos os lugares há calefação e guardadores de casacos). Para os que gostam de compras, as lojas e os outlets continuam a todo vapor (e com preços até 80% mais baixos que os do Brasil). Os museus, belíssimos e sem tantas filas, estavam lotados (gostei bastante do Metropolitan e nem tanto assim do MoMa).

As peças da Broadway ou do circuito Off-Broadway tiveram o melhor começo de ano em não sei quanto tempo (quase sempre com lotação esgotada em mais de 90% das sessões). Até o Top of the Rock e o Central Park, atrações abertas, são visitáveis apesar do frio (recomendo apenas que não se abuse, porque como são locais abertos o vento vem de fato com muita força).

E as opções de restaurante são infinitas e muito saborosas. Desde o Ed’s Lobster (lugar que vende um incrível sanduíche de lagosta a um preço mega accessível no Soho), passando pelo incrível Tao (ambiente modernoso com comida asiática pra lá de apimentada), pelo Lavo (italiano que serve porções generosas) e pelo grego Milos (o meu preferido dos que fui nessa vez), é incrível como se come bem – e barato em relação ao Brasil – na cidade. Até os restaurantes mais caros são MUITO mais em conta que alguns medianos brasileiros. E com atendimento algumas dezenas de vezes melhor...

Em Nova York você pode tomar café da manhã, almoçar, lanchar e jantar todos os dias em um local diferente e no dia 31 de dezembro é capaz de você não ter ido a 50% dos bons locais para se comer na cidade. Para quem usa passeios internacionais para comer sem se preocupar tanto com quanto se paga (dentro do limite, claro), é literalmente um prato cheio.

Como se vê, só não aproveita mesmo quem não quer. É totalmente possível ser feliz apesar do frio, da neve e dos ventos uivantes que deixam do cabelo ao pé gelados.

O mais chato de viajar nessa época não é o frio. Contra ele você se protege e acaba vencendo a, digamos, guerra. O mais chato mesmo é o volume de roupa que você acaba colocando para sair de casa. Chegando a restaurantes, museus ou lojas, todos com a calefação nas alturas, é um tal de tirar quatro, cinco peças para deixar nos guardadores que é assustador.

Tirando isso, Nova York continua linda para ser curtida em todas as épocas do ano.

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