Conhecendo o lado argentino das Cataratas do Iguaçu


Já escrevi aqui que as Cataratas do Iguaçu estão entre os lugares mais incríveis que já fui. Na fronteira entre Brasil e Argentina, elas podem ser visitadas de ambos os países. Já havia conferido o lado verde-amarelo em viagem anterior e sempre me perguntei se valeria a pena conhecer o lado hermano. Afinal, será que não é tudo a mesma coisa? Recentemente resolvi encarar o passeio para tirar esta dúvida e agora posso dizer com toda a certeza: vale a pena demais! Sei que tem muita gente que torce o nariz para os argentinos, mas desta vez eles ganham a disputa: sua parte das Cataratas é ainda mais incrível que o lado brasuca. Para quem está em Foz do Iguaçu, as melhores opções para ir ao lado argentino são de táxi, carro ou com alguma agência de turismo. Demora cerca de 40 minutos e o caminho é o mesmo que vai para o free shop na Argentina. É preciso apresentar seu passaporte nos controles de imigração na fronteira, mas nada que demande muito tempo ou esforço.

Também é possível utilizar o transporte coletivo, mas é bem mais trabalhoso. Para isso, é preciso pegar o ônibus internacional em frente ao hotel Bourbon até a rodoviária de Puerto Iguazú, já na Argentina. Lá, você deve pegar um ônibus de linha que faz o trajeto até o parque. Tudo demora aproximadamente 1h30.

Como tínhamos pouco tempo em Foz do Iguaçu, optamos por ir de táxi. Após negociar bastante com o motorista, ele concordou em cobrar R$ 130 para fazer um translado intenso que passou por Itaipu e pelo Marco das Três Fronteiras antes de seguir para o lado argentino das Cataratas. Os preços normalmente cobrados, porém, são bem mais salgados. O Parque Nacional do Iguazú fica aberto todos os dias, das 8h às 18h. A entrada, porém, é liberada apenas até 16h. O valor do ingresso para brasileiros é de 200 pesos (aproximadamente R$ 70). Crianças entre 6 e 12 anos pagam 50 pesos (cerca de R$ 18). O parque argentino é mais rústico que o lado brasileiro, o que o coloca em contato ainda maior com a natureza. Também é muito, mas muito mais extenso que o do vizinho. São três circuitos que colocam à prova o preparo físico dos visitantes que quiserem conhecer todo o local (tanto que o próprio parque oferece um ingresso para dois dias de passeio).

O transporte entre os setores do parque é feito através de um charmoso trenzinho que passa de 30 em 30 minutos e para em estações que marcam o início de cada circuito. O circuito inferior tem 1,7 km e te coloca praticamente debaixo das cataratas. Algumas destas quedas podem ser vistas apenas do lado argentino. O ponto mais bacana é o Salto Bosseti, que parece uma muralha de água. Outra atração bacana é a ilha San Martín, que fica no meio do rio Iguaçu. O acesso a ela, gratuito, é feito através de pequenos barcos.

A acessibilidade do circuito inferior é um pouco mais complicada que a dos demais, pois conta com escadas. Em compensação, ele é circular – ou seja, é possível retornar ao ponto de partida sem repetir nenhuma parte do caminho. Apesar de longo, ele é imperdível! O circuito superior tem apenas 650 metros e é construído em passarelas que literalmente te deixam à beira do precipício. Ele te dá a visão do alto das quedas e passa por algumas das principais atrações das cataratas. De acordo com o parque, o setor deve ganhar mais 1 km de passarelas ainda em 2015.

A grande atração das cataratas fica no terceiro circuito: a Garganta do Diabo. Se o lado brasileiro te dá uma visão frontal da enorme queda, o parque argentino te coloca em bem cima daquele enorme turbilhão de água. O caminho até lá é uma trilha de 1,1 km entre a estação e a Garganta (2,2 km ida e volta!). A passarela é uma reta só, colocada sobre trechos mais tranqüilos do rio Iguaçu e em meio à natureza. Mesmo cansativa, a caminhada já valeria a pena só pelas belezas do trajeto. E a recompensa no final é de tirar o fôlego! Prepare-se para ficar molhado e maravilhado com esse espetáculo da natureza.

Assim como no lado brasileiro, o Parque Nacional do Iguazú ainda oferece passeios de barco que passam por baixo de algumas das quedas (com ingressos à parte e preços salgados). Conclusão: Imperdível! Visitar o lado argentino das Cataratas não é das tarefas mais fáceis. São 40 minutos de carro de Foz do Iguaçu e o transporte coletivo é ainda mais desgastante. O parque é extenso e exige bastante do preparo físico e disposição dos visitantes.

Tudo isso, porém, é completamente ofuscado pelas maravilhas do local, eleito com extrema justiça como uma das Sete Maravilhas Naturais do mundo. Os hermanos ficaram com o lado mais bonito das Cataratas e construíram um parque que te deixa bem próximo das quedas.

Os circuitos são belíssimos e te põem em sintonia com a exuberante natureza da região. Ver a Garganta do Diabo bem de perto e passar próximo das outras quedas é uma experiência inesquecível.

E você, já foi a Foz do Iguaçu? Conheceu o lado argentino das Cataratas? Comente abaixo e conte sua experiência para nós!

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