Roteiro: conhecendo Paris em 6 dias


Paris é uma cidade com dezenas de atrações incríveis e que nem sempre estão próximas umas das outras. Por conta disso, traçar um roteiro diário do que visitar é fundamental para que o viajante não perca tempo com deslocamentos desnecessários ou fique ‘rodando em falso’ sem saber para onde ir. Não tem nem idéia por onde começar? Coloco abaixo o roteiro que seguimos nos seis dias que passamos por lá. Claro que Paris tem tantas atrações que fica praticamente impossível conhecer tudo em apenas uma semana. Mas o itinerário abaixo abrange os principais pontos turísticos e pode servir como uma boa bússola a quem visita a cidade pela primeira vez.

Dia 1: Rodando sem (muito) destino

Evite marcar qualquer coisa para o primeiro dia. Você ainda estará cansado da viagem, mal conhece a cidade e ainda não está habituado com o sistema de transportes local. Por isso, passeios com hora marcada podem ser uma fria neste primeiro momento. Deixe este primeiro dia para ‘flanar’ pela cidade, passando por algumas das principais atrações e caminhando pelas arborizadas e charmosas ruas parisienses. Nosso roteiro teve início no meio da tarde na igreja de Madeleine, próxima à estação de mesmo nome. Começamos por lá por ser bem próximo da Place de la Concorde, que é meio que um eixo central da maioria das atrações de Paris. Madeleine teve sua arquitetura inspirada no Pantheon romano e foi concluída em 1807. Nos tempos napoleônicos, chegou a ser um templo em homenagem ao exército francês. Anos depois foi consagrada igreja católica em homenagem a Maria Madalena.

Após visitarmos a igreja, saímos em direção à Place de la Concorde, na minha opinião a mais charmosa praça de Paris (suas belas fontes foram cenário do filme O Diabo Veste Prada).

É a maior praça da cidade e palco de acontecimentos importantes. Lá foram guilhotinadas mais de mil pessoas na Revolução Francesa, entre elas o rei Luís XVI, a rainha Maria Antonieta e líderes da revolução como Danton e Robespierre.

Em um giro 360° na praça é possível observar Madeleine, a famosa avenida Champs-Élysées (com o Arco do Triunfo ao fundo), o Jardim das Tulherias (com o Museu do Louvre ao fundo) e a ponte de La Concorde, que cruza o Rio Sena e chega à Assembléia Nacional. No centro, há um obelisco que ficava em frente ao palácio de Ramsés II e que foi presenteado aos franceses pelo vice-rei do Egito em 1831. Nossa caminhada prosseguiu em direção à avenida Champs-Élysées, passando pelo Grand Palais e pelo Petit Palais. Construídos para a Expo de 1900, até hoje abrigam exposições e obras de arte.

De lá partimos em direção à Torre Eiffel, destino final do nosso primeiro dia. Foi uma caminhada de aproximadamente 30 minutos às margens do Sena, com direito a cruzarmos a belíssima ponte Alexandre III (cenário de diversos filmes, entre eles Meia-noite em Paris) e a passarmos em frente ao Palácio dos Inválidos.

Por fim, chegamos à Torre Eiffel. E é impossível não ficar maravilhado e sem palavras em seu primeiro contato com o imponente monumento de 324 metros construído para a Expo de 1889.

Aproveitamos o restante do dia sentados no jardim em frente à torre (programa de centenas de pessoas, desde casais até animados grupos). Ambulantes passam vendendo vinhos e muitos aproveitam para fazer piquenique no local. Ficamos lá até o anoitecer para vermos a torre iluminada. Simplesmente incrível!

Dia 2: Palácio de Versalhes

Maior palácio do mundo, o Château de Versailles rende um passeio de um dia inteiro. Fica no subúrbio de Paris, é enorme e ainda conta com belíssimo e gigantesco jardim. Por isso, vá preparado para passar todo o dia por lá. Cometemos o erro de chegar lá por volta das 11h30. Ir tarde, em pleno verão europeu, significa uma fila gigantesca. Foram 2h30 esperando para entrar, mesmo tendo comprado o Paris Museum Pass. Para quem visita apenas o jardim, porém, não há filas.

Mas o esforço valeu a pena. O palácio é belíssimo e extremamente luxuoso, com destaque para a Galeria dos Espelhos, antigo espaço de festas da realeza, e o Salão das Batalhas, decorado com enormes quadros sobre as vitórias bélicas da França no decorrer da história. O que mais nos encantou em Versalhes, porém, foi o jardim. Gigante e belíssimo, conta com labirintos e um enorme lago. Vale a pena deitar na grama e curtir a tranqüilidade do local.

Ficamos em Versalhes até praticamente anoitecer, curtindo um pôr-do-sol incrível, antes de retornarmos ao nosso hotel.

Dia 3: Louvre, Ópera Garnier e Galeria Lafayette Começamos o dia logo cedo no Louvre. Fomos de metrô e optamos pela entrada que fica no Carrousel, uma galeria comercial localizada no subsolo do museu. Ao contrário do dia anterior, desta vez não enfrentamos nenhuma fila - é uma entrada muito mais vazia que a localizada em frente à famosa pirâmide de vidro. Um dos maiores museus do mundo, o Louvre é impossível de ser visitado por inteiro em um só dia. Por isso, vale a pena tirar um tempo no dia anterior para examinar o mapa do museu e definir as obras de arte e as alas que deseja visitar. Optamos por visitar as obras renascentistas (entre elas a Monalisa), as alas de arte grega e egípcia, os aposentos de Napoleão III, além de também darmos uma passada na seção de arte islâmica. Outra ala que me encantou foi a de esculturas francesas do século XVIII.

Saímos do Louvre por volta das 14h e, após rápido almoço em um restaurante próximo, fomos para o Jardim das Tulherias, que fica em frente ao museu. Curtir o fim de tarde neste belo parque, sentado em frente a uma de suas fontes e com vista para o Arco do Triunfo, é uma experiência para lá de revigorante.

De lá partimos a pé em direção à Ópera Garnier e à Galeria Lafayette. No caminho, passamos pela Place Vendôme e seu imponente obelisco (que estava em reforma). É uma praça bem bonita e que abriga diversas lojas de marcas de luxo. Construída nos tempos de Luís XIV, a Ópera Garnier é considerada uma obra prima da arquitetura e ainda recebe os mais importantes concertos de Paris. Após rápida (e cara!) visita, ainda fomos à Galeria Lafayette, o famoso centro de compras de luxo de Paris. As principais marcas de roupas e acessórios do mundo estão na Galeria Lafayette. Porém, mais que fazer compras, vale a pena visitar este shopping por causa da bela arquitetura do prédio.

Dia 4: D’Orsay, Inválidos e Torre Eiffel

O palácio dos Inválidos foi nossa primeira parada do dia. O local, que já foi um hospital que cuidava dos soldados feridos, abriga o imponente túmulo de Napoleão e ainda conta com o museu do exército, com armas e vestimentas utilizadas por franceses e outros povos no decorrer dos séculos.

A visita foi rápida e logo partimos a pé para o Museu D’Orsay. Foram 15 minutos de caminhada até chegarmos ao local, que fica em uma antiga estação de trem. Bem menor que o Louvre, tem um primoroso acervo de arte do século XIX e do início do século XX. Destaque para a ala de arte impressionista. Algumas das principais obras de nomes como Degas, Monet, Renoir e Manet estão por lá. O museu ainda abriga importante coleção de Van Gogh, com direito a seu quadro mais famoso: o auto-retrato do pintor.

Bem em frente ao museu há um belo deck às margens do Rio Sena. Vale a pena perder alguns minutos por ali, curtindo a vista para o museu do Louvre (que fica na outra margem).

Ligando os dois museus há a ponte Léopold-Sédar-Senghor, também conhecida como passarela de Solférino. Após a proibição e a reforma na pont dês Arts, passou a ser o principal local onde os casais apaixonados colocam cadeados.

Almoçamos perto do D’Orsay e aproveitamos o tempo livre para darmos uma olhada nas lojas de perfume próximas do Louvre. Praticamente todas contam com atendimento em português, mas a alta do Euro e os preços pouco convidativos fizeram com que as compras não valessem a pena. Passamos rapidamente pelo hotel e partimos para subir na Torre Eiffel. Como havíamos comprado ingressos pela internet, tínhamos horário marcado e não pegamos qualquer fila. Para quem não consegue adquirir os bilhetes com antecedência, é necessário encarar entre 1h e 1h30 para acessar a torre. Encerramos nosso dia com a visita ao ponto turístico mais famoso de toda a França. A vista lá do alto é deslumbrante, sendo possível observar toda a cidade. O tempo chuvoso atrapalhou o pôr do sol, mas foi possível curtir bastante o passeio. Ainda ficamos maravilhados com o acendimento das luzes da torre.

Dia 5: Sainte-Chapelle, Notre-Dame, La Defense e Arco do Triunfo Abrimos os trabalhos visitando a Île de La Cité, ilha que fica no Rio Sena e abriga duas das mais famosas igrejas de Paris. Visitamos primeiro Sainte-Chapelle, uma capela gótica construída no século XIII e que abriga incríveis vitrais com passagens bíblicas.

A fila para visita estava grande, mas nosso Paris Museum Pass fez com que passássemos na frente sem qualquer demora para entrar.

Poucas ruas depois está a principal igreja da França: a catedral de Notre-Dame. Após 20 minutos de fila, entramos no prédio colossal cuja construção durou quase 200 anos e que foi palco da coroação de Napoleão Bonaparte. Ainda foi o cenário do famoso romance O Corcunda de Notre-Dame, de Victor Hugo. Após a visita à igreja, encaramos a subida até o alto de Notre-Dame. E aqui o Paris Museum Pass pouco pôde ajudar: tivemos que encarar uma fila de mais de 1h até o início da caminhada que nos levou até o alto de uma das torres. Mas o esforço é recompensado com uma das mais belas vistas de Paris.

Saímos de Notre-Dame no início da tarde, cruzamos o rio e almoçamos no charmoso bairro de Saint-German. De lá seguimos de metrô até La Defense, um dos pontos turísticos mais afastados.

Centro financeiro de Paris, La Defense destoa do restante da cidade. Possui prédios altos e modernos, cobertos de vidro, que contrastam com os edifícios baixos do século XIX que ocupam os outros bairros. São 72 edifícios, com direito a 14 arranha-céus, sendo considerado o maior centro empresarial da Europa. O que nos levou até lá, porém, foi o Arco de La Defense. Construído em 1989 em homenagem ao bicentenário da Revolução Francesa, é um monumento de mármore de 112 m de altura (em breve será possível subir até o topo). De acordo com o arquiteto que realizou o projeto, uma enorme janela para o mundo. O local ainda conta com shoppings e belas praças arborizadas.

De lá seguimos em direção a outro cartão-postal de Paris: o Arco do Triunfo. Construído para celebrar as vitórias de Napoleão, foi inspirado no Arco de Tito, em Roma, atualmente é um monumento em homenagem ao exército francês. Encaramos a subida dos 55 metros de altura e fomos presenteados com um pôr do sol inesquecível. Ainda pudemos curtir a vista de toda a Paris iluminada, com destaque para a Torre Eiffel.

Saímos do Arco do Triunfo já no fim da noite e aproveitamos para jantar e caminhar na Champs-Élysées. Iluminada e com suas belas lojas, faz jus ao título de avenida mais charmosa da Europa. Para fechar o dia ainda andamos até o museu do Louvre. Foram 30 minutos de uma caminhada que passou pela Place de La Concorde e pelo Jardim das Tulherias, terminando diante da iluminada pirâmide de vidro.

Dia 6: Sacre-Couer, Montmatre, Jardim de Luxemburgo e cruzeiro no Sena

Montmatre é o famoso bairro boêmio de Paris. Lá nasceram os cabarés e está até hoje o mais famoso deles, o Moulin Rouge. É uma região de artistas e que inspirou as obras dos mais importantes pintores impressionistas. Rodar por ali, em suas ruas arborizadas, é um programa para lá de recomendável. Principalmente aos domingos, quando o local se enche de artistas (há até atores vestidos com roupas do século XIX).

Foi por lá que iniciamos nosso último dia em Paris, com direito a uma visita à Basílica de Sacre-Couer. Por dentro a igreja não guarda grandes atrativos, mas por fora é de tirar o fôlego. É toda construída em mármore travertino, o que lhe dá a tonalidade branca, e conta com um belíssimo jardim inclinado à frente.

Para completar, fica no ponto mais alto da cidade - o que garante uma vista privilegiada a seus visitantes. Uma curta caminhada pelas ruas de Montmatre (e suas diversas lojinhas de souvenires) nos levou até o Moulin Rouge, que é vizinho de diversas casas de ‘entretenimento adulto’. Não chegamos a assistir a um show, pelo horário e pelo preço pouco convidativo (115 euros o ingresso sem jantar).

De lá pegamos o metrô e partimos rumo ao Jardim de Luxemburgo, o maior e mais famoso parque de Paris. E o local faz jus à fama. É enorme e oferece aos visitantes diversas atividades. Destaque para pequenos veleiros de brinquedo para alugar, que fazem a alegria da criançada. É possível se esticar na grama apenas em um pequeno espaço restrito que fica lotado. Mas há muitas cadeiras para se sentar ao redor das várias fontes existentes no parque.

Após curtimos a tranqüilidade dos jardins, retornamos ao nosso hotel e nos arrumamos para nosso último programa em Paris: o passeio de barco pelo rio Sena. Pelo horário já adiantado, optamos por fechar um cruzeiro com a Bateaux Parisiens. Há, porém, outras opções de empresas com preços e itinerários bastante similares.

A bilheteria e o píer de onde sai o barco ficam bem próximos da Torre Eiffel. E o passeio vale demais: passa pelos principais pontos turísticos da cidade, com direito a audioguia em diversos idiomas. Recomendo fazer o tour à noite, pois Paris fica ainda mais bonita toda iluminada. Um programa inesquecível e fechou nossa passagem pela cidade com chave de ouro.

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