Siena, San Gimignano e Pisa: passeio com excursão

Além de ser uma cidade encantadora e repleta de atrações, Florença também serve como boa base para conhecer outros pontos da Toscana. Seja de carro, de trem ou através de uma excursão, é tranquilamente possível programar ‘bate e volta’ a quase todos os lugares. São várias as cidades que valem a pena visitar por lá, cada uma com sua característica e seu charme especial. As principais são Pisa (e sua famosa torre!), Siena, Lucca e San Gimignano. Também valem menção Montepulciano, Montalcino e Vinci (a terra de Leonardo). Como tínhamos poucos dias em Florença e optamos por não alugar um carro, escolhemos uma excursão que passasse por Pisa, San Gimignano e Siena (conhecer Lucca e sua famosa muralha ficará para a próxima L). Fechamos com a companhia Ciao Florence, uma das maiores que realiza este tipo de serviço, pelo fato de ter disponibilidade para o dia desejado. Mas são várias as empresas que organizam este tipo de passeio, com roteiros e preços variados. O preço de nossa excursão foi de 80 euros por pessoa. Nosso passeio ainda contou com o acompanhamento de uma guia (nada de português, apenas inglês e espanhol) e deu direito a um almoço em uma vinícola na região de Chianti, já próximo de San Gimignano – com direito a degustação dos vinhos produzidos por lá. Siena A excursão começou cedo e fomos apanhados em nosso hotel por volta das 7h. Fomos de van até um ponto de encontro e, após uns 30 min de espera, embarcamos em um ônibus rumo a Siena, local de nossa primeira parada. O ônibus nos deixou bem próximos do centro histórico de Siena, cidade de pouco mais de 50 mil habitantes e que, em seu auge, entre os séculos XII e XIV, foi a grande rival de Florença tanto no campo político-militar quanto das artes. A guia iniciou seu tour pela praça principal, a Piazza del Campo. Em formato de meia-lua, ela que abriga o famoso campanário da cidade e o Palazzo Publico, prédio do século XIV que contém a prefeitura e a câmara municipal. Lá também acontece o famoso Palio di Siena, corrida de cavalos que ocorre desde o século XIII em duas datas do ano (2 de julho e 16 de agosto). São 10 cavalos/jóqueis que representam os bairros da cidade, em uma prova de grande rivalidade e que reúne mais de 25 mil pessoas na praça.

Nossa visita à cidade ocorreu apenas alguns dias após o segundo Palio do ano, sendo ainda possível ainda encontrar resquícios do evento como serragem no chão da praça e bandeiras do bairro vencedor penduradas nas janelas das casas. De lá caminhamos até a catedral de Siena, cujo ingresso já estava incluso no passeio. E o que vimos foi uma das igrejas mais bonitas da nossa viagem pela Itália.

Construída entre 1215 e 1263, conta com obras de alguns dos maiores artistas da Renascença. Entre os destaques estão a biblioteca com incríveis afrescos de Rafael, a capela com esculturas de Donatello e um altar com quatro estátuas confeccionadas pelo jovem Michelangelo.

O piso também impressiona, com mosaicos representando passagens bíblicas e da história da cidade.

Almoço e degustação de vinhos em Chianti A segunda parada de nossa excursão ocorreu em uma vinícola na região de Chianti. O local é muito bonito, com plantações de uvas para todos os lados e com bela vista dos morros da Toscana. Ao fundo, era possível observar a cidade de San Gimignano. O almoço em si não trouxe grande repertório. Foi servido uma bruschetta de tomate, seguida de espaguete ao molho bolonhesa. E só. Para beber, água e três tipos de vinho produzidos pela vinícola.

San Gimignano Após o almoço voltamos ao ônibus e seguimos para a terceira parada, a cidade medieval de San Gimignano. É um vilarejo de 7 mil habitantes que parece perdido no tempo: entrar lá faz você se sentir transportado para a idade média! Localizada no alto de um morro e considerada patrimônio da humanidade pela Unesco, é uma cidade murada com uma dúzia de torres ainda conservadas. É possível entrar e subir em tudo isso, com direito a uma vista deslumbrante da Toscana.

Uma das praças conta com uma cisterna, onde os moradores vinham buscar água nos tempos medievais. É lá que se encontra a sorveteria Dondoli, que já foi eleita a melhor do mundo em duas oportunidades. E tenho que admitir: nunca havia tomado um sorvete como aquele!

Pisa

A passagem por San Gimignano durou menos de 1h. Logo seguimos para Pisa, última parada do nosso tour. Foi também o maior translado entre as cidades, um pouco mais de 1h de ônibus entre os dois pontos. A excursão por lá foi basicamente uma visita ao Campo dei Miracoli, onde fica a famosa Torre de Pisa. Projetada para ser um campanário e construída em 1173, faz parte de um conjunto de edificações que inclui a catedral da cidade, um enorme batistério e um cemitério.

A altura da torre é de pouco mais de 55 m e sua inclinação ocorre por problemas nas fundações. Passou por diversas obras ao longo da história e, em 2008, finalmente se estabilizou. Hoje é aberta ao público e é possível subir na estrutura, com preço de 18 euros o ingresso. Mais divertido que subir, porém, é observar os turistas posando para fotos ‘segurando a torre’. Apesar de proibido, o gramado fica repleto de pessoas nas posições mais engraçadas. Mas nem tudo foi festa. Por ser um lugar aberto e de grande concentração de pessoas, é preciso ficar atento a furtos. Uma família que estava conosco na excursão teve sua máquina fotográfica roubada, o que nossa guia comentou ser bastante comum por lá.

Conclusão: Vale a pena para quem tem pouco tempo Ao todo nossa excursão durou cerca de 11h, com nosso retorno a Florença já no início da noite. O preço foi bastante salgado, a refeição inclusa no programa decepcionou e as paradas em cada cidade foram curtas.

Por outro lado, contamos com um translado confortável entre cidades que não ficavam tão próximas umas das outras e acompanhamento da guia durante todo o passeio. Também evitamos a considerável fila para entrar na catedral de Siena. É um passeio de um dia inteiro, que vale a pena para quem tem pouco tempo na Toscana, busca conhecer as principais atrações das cidades e não quer se preocupar com logística ou em dirigir. Para quem está com carro alugado ou passará mais tempo na região, recomendo fazer tudo por conta própria. Cada cidade da Toscana é especial e conta com características próprias. Vale a pena visita-las com maior calma para aproveitar melhor o que elas oferecem.

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