Roteiro: Conhecendo Roma em quatro dias


Não há um lugar no mundo com tanta história para contar como Roma. A “Cidade Eterna” foi sede do gigantesco império que dominou a Europa e parte de outros continentes durante séculos. Ainda é o berço da Igreja Católica, que conta com seu próprio país “dentro” da cidade e trouxe para lá alguns dos maiores artistas da Renascença. Tudo isto deu origem a tantos pontos interessantes de serem visitados, dentre edifícios históricos, praças, monumentos, museus e obras de arte, que é preciso se programar para não deixar de lado nenhuma atração.

Para ajudar os viajantes, coloco abaixo o roteiro que fizemos por lá. Claro que Roma tem tantas atrações que é impossível conhecer tudo em tão pouco tempo. Porém, este itinerário abrange os lugares principais e pode servir como um bom guia para quem visita a cidade pela primeira vez e não ficará muito tempo por lá. Dia 1: Vaticano, Piazza del Popolo e Piazza di Spagna Nosso primeiro dia em Roma não foi propriamente na “Cidade Eterna”, mas sim em outro país. Localizado no coração da capital italiana, o Vaticano é uma nação independente, com leis e governo próprios. Iniciamos nossa visita pelo Museu Vaticano, um acervo gigantesco coletado (ou seria confiscado?) ou patrocinado pela Igreja Católica durante séculos

Dentre as peças estão coleções de artigos egípcios, gregos e romanos, além de obras dos principais artistas renascentistas (boa parte dos aposentos do castelo que abriga o museu é ornamentada por afrescos de Rafael). Há ainda artigos da própria igreja, como os veículos utilizados pelos papas e os presentes ganhos por eles. Há até mesmo um espaço para abrigar camisas de clubes e outras peças ligadas ao futebol presenteadas ao papa Francisco. A grande atração do Museu Vaticano, porém, é a Capela Sistina. Com sua arquitetura inspirada no Templo do Rei Salomão, ela é inteiramente ornamentada com afrescos de grandes nomes da Renascença. Botticelli, Perugino e Ghirlandaio pintaram painéis retratando a vida de Moisés e Jesus. Já Michelangelo deixou duas de suas maiores obras primas por lá: o conjunto de 33 afrescos no teto, que contam passagens do Gênesis e retratam importantes profetas da Bíblia, e o gigantesco painel do Juízo Final.

A todo momento funcionários do Vaticano pedem para que seja mantido silêncio e não é permitido filmar ou tirar fotos. Um próprio funcionário da igreja, porém, furou a proibição ao sacar imagens de um celular para um grupo de senhoras. Aproveitando a brecha, minha esposa conseguiu um único registro.

Encerrada a visita ao Museu Vaticano, partimos para a Praça de São Pedro. Gigantesca, foi criada por Bernini e abriga 140 estátuas de santos, mártires, papas e outros nomes importantes da Igreja Católica. É lá onde está localizada a Basílica de São Pedro, principal templo do catolicismo.

Como a fila para conhecer a Basílica estava gigantesca, partimos para um tour que compramos com grande antecedência: um passeio guiado pelas catacumbas do Vaticano. Dica do sempre útil parceiro Viaje na Viagem, é um programa meio escondido e que só ocorre com hora marcada. Guiado no idioma escolhido (no nosso caso, o português), o passeio te leva para a cidade que existe nos subterrâneos do Vaticano. São quilômetros de catacumbas e túmulos onde foram enterrados alguns dos primeiros cristãos. O ápice do tour é a visita ao local onde repousam os restos mortais de São Pedro, pai da Igreja Católica. O tour se encerra no local onde está sepultada a maioria dos papas, já nas instalações da Basílica de São Pedro. Desta forma, entramos no templo sem precisar pegar qualquer fila.

Construída entre os séculos XVI e XVII, a Basílica de São Pedro é gigantesca. É capaz de abrigar até 60 mil pessoas e é ornamentada por obras de grandes nomes da Renascença como Rafael, Michelangelo, Bernini e Bramante. Dentre as obras mais famosas estão o baldaquino de Bernini, localizado acima do ponto onde se encontram os ossos de São Pedro, e a escultura Pietá, uma das mais famosas de Michelangelo (após vandalismo, passou a ser protegida por um vidro a prova de balas). Encerramos nossa visita ao Vaticano no meio da tarde e partimos de metrô para a Piazza del Popolo, passando próximo pelo local onde o imperador Nero morreu e foi sepultado no século XI. Hoje o lugar abriga a igreja de Santa Maria del Popolo.

A região é boa para compras, com lojas de grife dividindo espaço com artigos mais populares. Caminhamos pelas ruas do bairro até chegarmos a outra importante praça de Roma: a Piazza di Spagna. Sua famosa escadaria de 135 degraus foi inaugurada em 1725 pelo papa Bento XIII para ligar a igreja de Trinitá dei Monti, no alto do morro, à embaixada franco-espanhola localizada abaixo. O local conta ainda com a famosa Fontana della Barcaccia, esculpida por Pedro Bernini.

Dia 2: Coliseu, Foro Romano e Palatino

Antes de entrar de cabeça nos tempos do Império Romano, iniciamos nosso segundo dia com uma visita à igreja de San Pietro in Vincoli. Este templo nem sempre aparece nos roteiros dos visitantes e, por fora, parece não ter qualquer atrativo.

A igreja de “São Pedro acorrentado”, porém, conta com duas relíquias que vale a pena visitar. Lá estão as supostas correntes de São Pedro em seu tempo aprisionado em Roma e está localizada uma das obras primas de Michelangelo: a escultura de Moisés. De tão perfeita, reza a lenda de que o artista teria batido nela com um martelo e começado a gritar “Por que não fala?”.

San Pietro in Vincoli é praticamente vizinha do ponto turístico mais famoso de Roma, o verdadeiro símbolo da cidade: o anfiteatro Flávio, popularmente conhecido como Coliseu. Como adquirimos o cartão Roma Pass, não precisamos passar pela bilheteria e partimos direto para a fila da entrada. Para quem vai adquirir o bilhete, a dica é faze-lo nos guichês localizados no Foro Romano ou no Palatino. O ingresso é válido para todas as atrações e a fila é bem menor do que no Coliseu.

Passamos cerca de 1h conhecendo o prédio que foi palco de espetáculos sangrentos no período do Império. Após rápida pausa para o almoço, partimos para a visita ao Foro Romano e ao Palatino (as duas atrações são vizinhas ao Coliseu e o ingresso é o mesmo). O centro arqueológico que abriga as ruínas dos edifícios, templos e habitações dos romanos é enorme e exige disposição dos visitantes – além de uma boa dose de imaginação, já que boa parte das construções não existe mais. Vale a pena alugar um audioguia para entender melhor cada atração.

Encerramos nosso dia com uma visita ao monumento a Vittorio Emanuelle II. Homenagem ao chamado “pai da pátria”, responsável pela unificação italiana, fica localizado na Piazza Venezia, uma das mais importantes e movimentadas de Roma.

Construído em mármore travertino, o monumento pode ser visto da maior parte de Roma. Porém, é freqüentemente criticado por ser “pomposo demais” e ganhou ao longo dos anos apelidos pejorativos como “bolo de casamento” e “máquina de escrever”. É possível subir até o teto e ter uma visão 360° da cidade.

Dia 3 – Fontana Di Trevi, Panteão, Piazza Navona e Mercado de Trajano

Nosso primeiro ponto de parada ocorreu na fonte mais famosa de Roma. Construída no século XVIII, a Fontana di Trevi tem incríveis 26 metros de altura por 20 de largura.

Infelizmente visitamos Roma durante o período de reforma da fonte, que foi reinaugurada em novembro de 2015. É um dos pontos mais visitados da capital italiana, com os turistas disputando espaço para jogar uma moeda e fazer um pedido. Caminhamos menos de 10 minutos e chegamos ao Panteão, outra importante atração de Roma. Construído e reconstruído no período do Império, é o edifício mais bem conservado daquele período.

Foi transformado em igreja no ano de 609 d.c. e abriga os túmulos de importantes figuras da história italiana, como os reis Vittorio Emanuelle II e Umberto I, além do famoso artista renascentista Rafael. Outra curta caminhada nos levou à praça mais bonita de Roma (ao menos, na minha opinião): a Piazza Navona. É lá que está a famosa Fonte dos Quatro Rios, construída por Bernini no século XVII e que representa os quatro continentes cortados por seus principais rios (Nilo na África, Ghanges na Ásia, Rio da Prata na América e o Danúbio na Europa).

O espaço conta ainda com outras duas fontes, esculpidas por Giacomo della Porta: a Fontana di Nettuno e a Fontana del Moro. Bem próximo dali está o Largo di Torre Argentina, uma praça onde se encontram algumas ruínas de templos do período da República Romana. Lá estão os restos do Teatro de Pompeu, que servia de abrigo para algumas reuniões do Senado e foi local do assassinato de Julio César.

Pegamos um ônibus e partimos para conhecer as ruínas de outro ponto histórico de Roma: o Mercado de Trajano. Construído em 110 d.c, era um importante centro de comércio no período do Império. A visita, porém, decepcionou. O ingresso é caro e boa parte das atrações podem ser vistas do lado de fora.

Saímos de lá no fim de tarde e partimos para a Piazza del Campidoglio. Próxima do Monumento a Vittorio Emanuelle II, fica no alto do Monte Capitolino e foi projetada por Michelangelo.

Além de oferecer uma bela vista da cidade, abriga os Museus Capitolinos, onde estão guardados diversos artefatos encontrados em escavações na capital italiana. Lá também está a sede da prefeitura romana.

Como era bem próximo, aproveitamos a noite estrelada para dar um pulo no Coliseu e curtir o edifício e os Foros Romanos iluminados.

Dia 4 – Castel Sant’Angelo, Villa Borghese e Termas de Caracala Próximo do Vaticano, o Castel Sant’Angelo é um enorme edifício construído inicialmente para abrigar o túmulo do imperador Adriano no ano de 135 d.c. No decorrer dos anos foi utilizado como edifício militar e fortaleza da igreja Católica.

Foi o primeiro ponto de parada do nosso último dia Roma, com uma visita que durou cerca de 1h. De lá fomos de ônibus para as ruínas das Termas de Caracala, uma espécie de ‘parque aquático’ do Império Romano.

Construídas entre 212 e 217 d.c, podia abrigar mais de 1500 pessoas em seu auge. Abrigava piscinas, saunas e duas bibliotecas, sendo um local de lazer para o povo romano. As invasões bárbaras na queda do Império destruíram os aquedutos que abasteciam o complexo, fazendo com que parasse de funcionar.

Já no meio da tarde, fomos conhecer os Jardins da Villa Borghese, o segundo maior parque de Roma. Além de um belíssimo espaço arborizado, fica no alto e oferece uma vista deslumbrante da cidade. Ainda abriga a famosa Galeria Borghese - museu que conta com obras de Leonardo da Vinci, Rafael, Caravaggio e Bernini.

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