Manaus e os passeios pela Floresta Amazônica

A colaboradora Fabyana Francisco traz mais um relato sobre suas viagens. Desta vez, ela conta ao Viajei e Gostei sobre sua passagem por Manaus e os passeios que fez pelo coração da Amazônia. Confira!

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Antes de escolher Manaus como seu destino de viagem e comprar as passagens, é muito importante que você saiba exatamente o que pretende fazer por lá.

Por que? Bom, viajar a Manaus é bem diferente de ir a Nova York ou Paris, São Paulo ou Rio de Janeiro. Nestas cidades sempre vai ter alguma coisa pra você fazer e conhecer. Já a capital do Amazonas, apesar de ter alguns museus realmente interessantes, não é uma cidade bonita, aquela com clima agradável para caminhar e aproveitar.

Minha dica é: vá a Manaus para fazer um tour na Amazônia (existem vários tipos de passeios que explicarei mais abaixo) e só fique mais uns dois ou três dias para conhecer a cidade.

Prepare-se para muito, mas muito calor

Vale ainda ressaltar a questão da temperatura. Seja em hostel, pousada simples ou hotel, garanta que sua hospedagem tenha ar condicionado no quarto. Acredite: um ventilador não vai te ajudar em nada.

Protetor solar é fundamental, assim como boné/chapéu e garrafa de água. As meninas não precisam se preocupar em fazer a maquiagem de manhã, porque ela vai derreter e vai ficar pior que a encomenda.

O que conhecer em Manaus

Guarde os dias da semana para ficar na cidade, pois aos sábados e domingos as coisas mais interessantes não abrem ou funcionam com horário reduzido.

Uma das atrações é o Palacete Provincial, que abriga cinco museus: Pinacoteca, Museu da Imagem e do Som do Amazonas, Museu de Numismática Bernardo Ramos, Museu Tiradentes e o recém criado Museu de Arqueologia.

Ainda conta com o Laboratório de Arqueologia Alfredo Mendonça de Souza e os Ateliês de Restauro de Obras de Arte e o de Papel. A entrada é gratuita, mas fique atento: funciona de terça a sábado somente no período da manhã. Fica no centro da cidade e foi um dos lugares que gostei bastante.

Outra atração é o Teatro Amazonas, que é bem famoso e conta com visitas guiadas em português e inglês pelo valor de R$20. Vale a pena ficar por ali e comer em algum restaurante nas cercanias. Indico o Tambaqui de Banda, que tem mesas do lado de fora (caso você consiga sobreviver ao calor) e o ambiente é bem agradável.

Longe do centro está o MUSA – Museu da Amazônia, com visitas guiadas para ver vitórias-régias, peixes e cobras. O mais interessante, porém, é uma torre de 42 m de altura para ver acima da copa das árvores.

Ainda é possível reservar um passeio de observação de pássaros na madrugada/início da manhã. O acesso ao hotel não é dos mais fáceis: demora demora mais de 1h em um ônibus sem ar condicionado.

Para quem curte souvenires, o melhor lugar para compras é o Mercado Municipal. É o local com o maior número de opções para presentes, além de vender vários tipos de farinhas. As ruas ao lado são bons lugares para comprar redes.

Comer por ali, porém, não é uma boa opção. A comida é bem normal e não tem nenhum restaurante bom de fato. Não espere encontrar nada parecido com o Mercadão de São Paulo ou o Mercado Central no Chile. Comer ali, aliás, é bem desconfortável por conta do calor.

O que comer

Se você não gosta de comer peixe, isso pode ser um problema. É só o que se come lá! O mais famoso é o pirarucu, mas o mais gostoso é o tambaqui. Uma delícia! Mesmo que você não curta muito peixes, vale a pena experimentar. Assim como é delicioso comer uma tapioca com manteiga no café da manhã.

Para quem busca algo um pouco mais sofisticado recomendo o restaurante Banzeiro, onde se serve deliciosos dadinhos de tapioca, formiga saúva e, claro, tambaqui. O preço por pessoa sai em média uns R$ 100, mas vale a pena.

Escolhendo seu tour pela floresta

Quando ir: fui no verão brasileiro (final de novembro/início de dezembro) e nessa época não chove muito. Porém, o melhor período para ir é a época de cheias, entre fevereiro e junho/julho. Nesta época as vitórias-régias estão mais bonitas, você poderá passear nos igapós e os animais ficam mais próximos, já que têm mais alimento à disposição.

Há todo tipo de passeio disponível para conhecer a Floresta Amazônica. Por isso, pesquise defina antes mesmo de viajar o que você gostaria de ver, quanto tempo tem disponível, se quer dividir o passeio com outro grupo ou não, etc.

Existem passeios de apenas um dia, vendidos aos centenas no próprio porto. Costumam ser mais baratos, mas tenho um pé atrás de fechar diretamente por lá.

Estes tours levam os turistas para conhecer o encontro das águas, vitória-régia, boto rosa, bicho-preguiça e uma aldeia indígena. Na minha opinião, porém, é um passeio que vale a pena somente se você não tiver tempo para algo mais longo.

Os tours mais bacanas duram de dois a sete dias. Tem passeios que levam os turistas para o arquipélago de Anavilhanas. Também é possível dormir na floresta e acampar por uma ou mais noites. Há ainda trilhas e também o passeio de canoa navegando entre os igapós.

Os preços variam muito de acordo com o tipo de embarcação e a quantidade de pessoas por grupo (tem passeios de três dias com tudo incluso por cerca de R$ 600). O meu, que foi um tour privado e personalizado, custou R$ 1.400 (particularmente acho que compensa).

Existe ainda um cruzeiro pela Amazônia em um barco de luxo. Outra opção é navegar durante o dia e dormir num hotel na selva, com quarto e camas mais confortáveis. Alguns barcos possuem quartos com ar condicionado.

Fiz o tour de três dias e duas noites, sendo que dormimos uma vez em uma rede na própria floresta. No restante dormimos em redes dentro do próprio barco - e foi ótimo! Nosso barco era simples, mas confortável e a comida era ótima.

Algo que valeu super a pena foi fazer uma trilha pela mata acompanhada de um guia que conhecia muito sobre a região, a fauna e a flora. Isto enriqueceu demais o passeio e nos ajudou a compreender mais sobre a Amazônia, não apenas apreciar a paisagem.

Aldeias indígenas: não tenha grande expectativa

Alguns passeios em grupo levam os turistas para visitarem comunidades locais e indígenas. É o tipo de tour que talvez seja interessante para um estrangeiro, mas que eu não curti.

Algumas das tribos ficam perto de Manaus. Lá os índios já têm TV e algum tipo de infraestrutura, mas se vestem de forma tradicional para fazer exibições aos turistas.

Não é algo que eles vivem, estão ali apenas para ganhar dinheiro com as demonstrações (você provavelmente pagou por isso na contratação do tour) e vender artesanato.

Outras comunidades vendem artesanato e ganham dinheiro exibindo como fazem farinha de mandioca, de onde vem a castanha do Pará ou demonstram como é produzida a borracha a partir da seringueira.

Conclusão: viagem inesquecível, mas não é para todos

Vale super a pena conhecer a Amazônia, mas é o tipo de viagem que depende muito do turista. Se você é fã de aventuras com eu, vai se apaixonar. Mas se não gosta do mato e de bichos, aconselho que não vá.

Pesquise bastante quais programas da Amazônia se adequam a você. Se quiser algo bem específico, encontre referências de outros viajantes e reserve com antecedência antes mesmo de embarcar para Manaus (algumas empresas têm poucos barcos).

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